ilustração do artigo sobre a Jornada de Supply Chain

Destaques do segundo dia da Jornada de Supply Chain

marcelo pepice

marcelo pepice

No segundo e último dia da Jornada de Supply Chain, diversos cases de sucesso foram apresentados ao público online. Contando com a participação de marcas como P&G, Enel, OLX, Coty e Aryzta, diversos assuntos foram colocados em pauta aos inscritos que estiveram acompanhando as trilhas desta terça-feira.

Assim como ontem, temas relacionados ao Supply Chain 4.0 foram abordados com profundidade, gerando muitos insights para quem é da área e busca por inovação. Dentre os tópicos com maior destaque do dia, tivemos apresentações sobre terceirização de produção, avaliação de performance dos fornecedores, team building, ESG, machine learning e S&OP como ferramenta para aproveitamento de oportunidades. 

Confira então os destaques de hoje da Jornada, relembrando os principais pontos de discussão por parte dos palestrantes:

Destaques da Terça-Feira:

Terceirização de produção:

O começo da Jornada contou com uma palestra feita pela Mariana Turibio, Gerente de Supply Chain da P&G, sobre a terceirização na cadeia de produção e como foi feita a migração do modelo full service para o tool manufacturing dentro da companhia. 

De acordo com Mariana, a decisão de terceirizar a produção é estratégica e visa cortar os custos com infraestrutura, reduzir a contratação de mão de obra e investimentos em desenvolvimento tecnológico, possibilitando uma economia de escala.

No modelo full service, a empresa contratante faz um pedido de compra para uma empresa terceirizada, que ao adquirir os materiais necessários e produzir o produto desejado, realiza uma venda para a empresa contratante com um valor preestabelecido em contrato. 

A diferença para o modelo tool manufacturing é que o pedido não é mais de compra e sim de industrialização. Nesse caso, os materiais são fornecidos para a empresa terceirizada, responsável somente pela produção. 

Dentre as dificuldades citadas por Mariana, ao mudar o modelo de terceirização, os dizeres legais que vão nas embalagens também mudam. Essas alterações são reguladas pela ANVISA e segundo a gerente, a incerteza no tempo de aprovação da agência foi um dos principais fatores externos que dificultaram o processo, desafiando ainda mais o time de planejamento de supply, que deveria garantir um inventário de produto terminado para cobrir o período de transição. 

Avaliação de performance dos fornecedores

Seguindo a programação, o Head Portfolio Management da Enel Group, Gustavo Avilla, compartilhou uma apresentação sobre o novo modelo de avaliação de performance dos fornecedores (SPM – Supplier Performance Management) dentro da empresa, relatando um pouco sobre a sua experiência frente a essa gestão.

Segundo ele, o relacionamento com o grupo de fornecedores tem uma função central no trabalho para área de compras, sendo que a qualificação desses profissionais deve estar diretamente ligada com a sua performance, visando um processo contínuo de mitigação de riscos e monitoramento constante de contratos. 

Gustavo complementa que “a qualificação avalia diversos aspectos, desde o financeiro, legal, compliance, segurança, meio ambiente, sustentabilidade e as certificações de qualidade“. 

Esse modelo realiza avaliações de curto e longo prazo, com um perímetro de critério a partir da performance do fornecedor no contrato (avaliação detalhada) e na média geral de contratos por categoria (avaliação total de diversos contratos). A partir disso, o próprio sistema seleciona possíveis medidas de ação, a partir de algoritmos que estimulam a melhoria contínua dos fornecedores e dão feedbacks em tempo real. 

Team Building e ESG

Outros temas relevantes que foram abordados neste segundo dia de jornada estavam relacionados ao team building, na palestra “Como a OLX utilizou ferramentas de motivação para construir um time ainda mais forte e comprometido” e a ESG (Enviromental, Social and Governance), citada na apresentação intitulada “ESG na cadeia de suprimentos: você está preparado?”.

Ambas discussões foram feitas pelo Matheus Rodrigues, Head of Procurement & Facilities da OLX, e pelo Bruno Santos, Labor Consultant da Bernhoeft. 

Matheus usou insights dentro de sua apresentação para explicar como é possível o time de compras motivar a sua equipe através da gestão remota. Diferenciando os conceitos de comunicação síncrona e assíncrona, Matheus explicou como foi traçar o planejamento estratégico de 2021. “A comunicação é um pilar para construir uma liderança humanizada. A outra é a empatia, fundamental para esse momento de incerteza que vivemos”. 

Já o Bruno Santos orientou o público acerca de um assunto que se tornou obrigatório para grandes empresas. Ao explicar sobre a importância e a urgência do ESG na cadeia de fornecedores, Bruno listou algumas das principais preocupações de executivos na relação com fornecedores que não estejam alinhados com as práticas da ESG: Risco regulatório/Compliance, risco estratégico, risco país, risco reputacional e risco operacional/cadeia de suprimentos.

Ao final, Bruno ainda relacionou o ESG na gestão de fornecedores e definiu os principais tipos para analisar essas práticas, dentre eles: fornecedores estratégicos, que atuam com matéria prima direta, utilizam recursos naturais, carregam a marca da contratante e prestam serviços diretamente ao cliente.

Machine Learning

Passada a primeira parte da Jornada, ocorreu uma palestra com o Diretor de Operações e Supply Chain da ARYZTA Brasil, Roy Andres Morales. Em sua exposição, Roy falou sobre os conceitos de machine learning no processo de forecast da ARYSTA. 

Ao explicar sobre os desafios encontrados, Roy mencionou que os modelos antigos não tinham mais assertividade para prever as vendas dentro do segmento de panificação congelada (base formada por clientes gigantes como McDonald’s e Burger King). Dessa forma, a empresa adotou um novo horizonte de forecast – de 3 meses para 1 mês – se aproximando dos principais clientes para estimar as demandas futuras. 

Em paralelo a isso, a ARYZTA começou a entender melhor as novas ferramentas de machine learning e começou a aplicá-las. 

Essa nova modelagem auxiliou no levantamento de dados, baseados no volume de vendas semanal e mensal, o número de restaurantes abertos e fechados, além da taxa de desemprego e o crescimento do PIB. Também foram incluídos durante o projeto o tipo de restrições aplicadas aos estados e a proporção de vendas via delivery, drive-thru e take-away. 

Com essa nova metodologia, foi possível combinar uma previsão de vendas em um cenário sem covid-19 e ajustou o efeito da pandemia à demanda futura. O modelo começou a ser utilizado em dezembro e tem uma precisão atual acima de 92%.

S&OP 

Ao final, o Gerente de Planejamento Sênior da Coty, Ricardo Oliveira, falou a respeito da ferramenta de S&OP como uma potencializadora de resultados em tempos de crise. 

Para Ricardo, independente da situação de incerteza e instabilidade, a área de supply chain convive com alguns trade-offs e conflitos de objetivos, seja de KPI’s ou áreas funcionais. Segundo ele, “O S&OP é um processo que serve para revisar, reconciliar, recalibrar e recomunicar um único plano para a empresa e os diretores de cada área”.

Como resultado dentro da Coty, essa nova implementação trouxe uma maior flexibilização entre as áreas, a alteração de alguns prazos de congelamentos de produção, consolidação de estratégias de manufatura, definições e acordos de coberturas de estoque e o melhor direcionamento dos indicadores.

 

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