Foto do entrevistado sobre o tema open banking

O que é Open Banking e por que você precisa conhecê-lo

Raffael Lodo

Raffael Lodo

O Open Banking já está chegando com tudo! Com o avanço tecnológico, tornou-se possível a abertura dos dados bancários, de forma que não comprometesse a privacidade e a segurança das partes envolvidas.

Em função desse processo, o Open Banking já está transformando o cenário bancário como uma consequência e seu objetivo real é criar um ecossistema de dados abertos, orientado a ofertas de suporte centradas no cliente.

Para entender o que é esse movimento e como a regulamentação está sendo criada pelo Banco Central para sustentar esse novo panorama, conversamos com o economista Roberto Troster. Confira abaixo e fique ligado no tema!

1 – O que é o Open Banking? Na prática, como impacta o mercado financeiro?

O movimento em questão consiste em clientes que possam acessar todas as suas informações bancárias bem como visualizar as condições oferecidas, produto a produto, de qualquer banco, fintech ou outro ofertante. Assim, estes passam a ter mais opções e informações para suas decisões. Com um aplicativo apenas, podem administrar suas finanças usando várias instituições.

É uma transformação considerável que pode tornar o sistema mais competitivo e inclusivo. Induzirá à criação de novos produtos e empresas e à eliminação de subsídios cruzados. Todavia, há pontos cegos que impedem de usufruir todos os ganhos potenciais do Open Banking.

2 – Qual a diferença entre Open Banking e banco digital?

O banco digital oferece, basicamente, serviços pelos canais digitais disponíveis. No Open Banking, através de um aplicativo, podem ser feitas transações com muitos bancos digitais ou tradicionais e outras instituições do mercado financeiro.

3 – Nesse contexto, o que é uma API? Qual a ligação disso entre prestadores de serviços diversos e bancos?

API são as iniciais em inglês de Application Programming Interface, uma interface de programação de aplicações. É uma plataforma que permite a integração de um software com outros. Mais especificamente, no caso de Open Banking, permite trocar informações com várias instituições financeiras simultaneamente. A ligação é que permite comparar e operar os produtos e serviços oferecidos pelos diversos bancos.

4 – Quais as melhores vantagens que o Open Banking pode proporcionar?

Mais concorrência e menos subsídios cruzados. Se removidas as distorções existentes no mercado, pode significar uma oferta de crédito mais potente.

5 – Um dos maiores receios quando falamos em Open Banking está relacionado à segurança de dados. Nesse contexto, ela atende a LGPD? Há barreiras para a evolução desse tipo de banco devido à lei?

Ainda não atende. Há vários aspectos que devem ser analisados e regulamentados. Essa é justamente a grande barreira a ser superada!

6 – O próprio conceito de Open Banking e a definição a ser adotada pelo mercado brasileiro ainda estão em debate. Caso façamos igual à lei europeia (Diretiva PSD2 ou Nova Diretiva de Serviços de Pagamento), como o processo afetará os cidadãos brasileiros?

Positivamente. Os cidadãos terão mais controle sobre seus dados, mais mobilidade entre instituições e uma oferta de serviços mais aquilatada.

7 – Você acredita que a sociedade atual está pronta para o amplo uso dessa tecnologia?

Alguns sim e outros demorarão um tempo para adaptar-se. Entretanto, o momento é bom para começar.

8 – Com a chegada do Open Banking, as startups, fintechs e empresas de tecnologia passarão a oferecer uma variedade de serviços financeiros que não estão atualmente na cartela de produtos dos bancos. Nesse contexto, as instituições financeiras tradicionais precisarão se adaptar a um novo momento de abertura e inovação. Na prática, quais são as perspectivas para o futuro?

Sim, com certeza, isso é fato! Mais produtos, mais ofertantes e assim a necessidade de adaptação dos bancos. As perspectivas dependem da velocidade de adaptação dos bancos e da remoção dos pontos cegos do sistema, todo o entulho inflacionário, em especial a opacidade do sistema.

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